segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Lutador anarquista pode deixar Pedro Rizzo sem adversário no Bitetti Combat


Nem todo atleta de MMA (Vale Tudo) tem como prioridade apenas lutar ou falar sobre seus combates.
O americano Jeff Monson, por exemplo, compete desde 1998, tem 39 lutas no cartel, mas quando é procurado pela imprensa sempre dá um jeito de conversar sobre política.
O problema é que ele não se contenta apenas em falar. Monson tem o hábito de extravasar suas crenças ideológicas por meio de um ato pouco nobre sob o olhar da sociedade: a pichação de patrimônios públicos.
Ele é acusado de ter pichado o símbolo da anarquia no Capitólio de Washington e agora corre risco de ficar três meses preso e de ter de pagar US$ 20 mil de multa.
Sua próxima luta está programada para o dia 12 de setembro, no Maracanãzinho, contra o carioca Pedro Rizzo, pelo evento Bitetti Combat.
Rizzo, renomado atleta brasileiro com mais de 12 anos de estrada no MMA, continua se preparando para encarar Monson daqui a cinco semanas e disse a este blog que nada sabe sobre uma eventual mudança de adversário.
“Ninguém da direção do Bitetti comentou nada comigo sobre eu ter que enfrentar algum outro atleta no lugar do Monson. Estou me preparando para lutar com ele. Estou treinando, focado nele e não sei o que vai acontecer”, disse Rizzo.
O brasileiro acredita que até o dia da luta seu adversário terá se resolvido com a justiça:
“Acho que essa história de recolherem o passaporte dele não será um problema. Até o dia da luta ele vai ter arrumado isso”, previu.
Rizzo nocauteou Monson em 2007, no evento Art of War, e espera repetir o mesmo enredo quando fizer uma das principais lutas do Bitetti Combat.
O brasileiro garantiu que está preparado para lutar contra Monson em qualquer terreno. Inclusive, no solo, onde o americano é especialista. “Estou com uma base boa de luta olímpica. Vou para cima, espero conseguir um nocaute de novo”.
O técnico de luta olímpica de Rizzo, Antoine Jaoude, também comentou a situação vivida por Monson:
“Ele (o Monson) é louco. Tudo se espera dele. Ele já esteve em atos de confrontação em Washington. Conheço ele há muito tempo já. Ele é um idealista. Acho que é válido, mas tudo na hora certa, não antes de uma luta. Isso é ruim para a carreira dele. Acho que o Pedro vai estar preparado para quem vier”, falou Jaoude.
Sobre a luta contra Monson, se ela acontecer, previu um nocaute para Rizzo, mas acha que será mais duro do que foi em 2007: “Acho que será uma luta dura. Com certeza, talvez não seja como foi a primeira luta, já que o Monson conhece o jogo do Pedro. Mas acho que dá nocaute para o Pedro. A equipe está motivada. Faltam cinco semanas para a luta. Agora começa a parte intensiva do treinamento”, finalizou.
A justiça americana já pediu o passaporte de Monson e estbeleceu uma fiança de US$ 20 mil para que ele não seja preso.
Monson se declarou inocente das acusações, apesar de aparecer em uma foto publicada na ESPN Magazine pichando uma coluna que parece ser do Capitólio.
Seu advogado entrou com um recurso para que Monson não tenha seu passaporte aprendido. O lutador americano, especialista em jiu-jitsu, dependerá disso para comparecer ao Bitetti e a eventos da Rússia e do Japão.
Notícia retirada do blog do terra!
link direto:

Mais um texto pela causa Feminista


"Apesar de antigas, andei relendo aquelas notícias sobre as mulheres de Teerã, desde 2001, e acabei me perguntando algumas coisas: Por que as mulheres são tão discriminadas? Por que muitas vezes as mulheres se deixam discriminar? Por que tratam as mulheres como animais reprodutores?
Primeiro, em 2001, uma mulher (Maryam Ayyubi) é apedrejada até à morte por motivo desconhecido, por homens de direita. Depois, uma jovem conhecida como Nazanim em 2006entra para a fila das condenadas à morte, por ter se defendido de dois homens que queriam violentá-la. Em 2007, soube que a mulher neste mesmo país vale metade da vida do homem. Esse ano teve o caso de Neda Agha Soltan, morta por um bassiji. E aí, quando protestam, são mais reprimidas. Houveram casos em repressões à protesto contra
E não é só no Irã não. Na China houve um caso em que, uma criança de menos de um ano foi morta por policiais, exatamente por que seus pais tinham dois filhos já e por que era... MENINA! E é nesse país mesmo que dizem que “filhas são um disperdício”. Disperdício? DISPERDÍCIO? E mais, até 2006 mais ou menos, prendiam mulheres que tinham posse de camisinhas, por que julgavam que, portando camisinha eram prostitutas.
Aqui no Brasil, casos de mulheres sendo espancadas, mortas, meninas sendo violentadas muitas vezes pelo seu próprio progenitor (por que pai é aquele que ama e protege). Mulheres sendo tarimbadas, taxadas, rotuladas. E fico puta da vida, quando vejo algumas mulheres não fazendo nada, por comodismo, enquanto outras, se “matam” na luta contra o preconceito, contra o sexismo, contra o machismo, contra a Homofobia. E outras tentando vencer o medo e botar a “boca no trombone”! E já ouvi que, mulher tem que ter o salário mais baixo que o do homem por que engravida, que não deveria ter direito à licença maternidade, e que se ferrassem se tinham filho, que trabalhassem com ele no braço. EM QUE MUNDO VIVEMOS?
Violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres de 15 à 44 anos; 20% foram vítimas de abuso sexual na infância, 69% já foram agredidas ou “violadas”, o salário da mulher é em média 25% menor que o do homem sendo que, muitas vezes cumprem 13% além da carga horária, e mesmo assim, no Brasil a expectativa de vida dos homens é de 65,1 anos e das mulheres de 72,9, o que prova que SEXO FRÁGIL É O CARALHO!
Segundo a Anistia Internacional, mais de um bilhão de mulheres no mundo, uma em três mulheres, foi espancada, forçada a manter relações sexuais, ou sofreu algum tipo de abuso, por parte de parentes ou conhecidos.
Creio que temos de celebrar o protesto feminino, por que é sinal que a cultura do machismo, está começando a se dissipar e que, as mulheres estão tomando frente, muitas vezes tementes, mas continuam indo em frente, rompendo com a escuridão, e lutando pelos seus direitos e pela sua liberdade, mostrando que temos nosso valor como ser humano. Deixando esse grito de revolta à solta. Eu digo: NÃO TEMA MULHER! NUNCA TEMA, POR QUE JUNTAS, NÓS PODEMOS!

E agradeço, por terem homens que nos valorizem, que estão lado a lado, na luta pela causa feminina. Obrigada a todos os homens que estão ao nosso lado, hoje e sempre e NUNCA TEMA MULHER, POR QUE TU PODES!





Agradecemos a nossa amiga Marcela pelo texto.
Bom saber que alguém se interesse em ler o Blog e se interesse pelas causas!
Agradeço Novamente

Azeitona!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Você não precisa assumir uma posição política, basta ter uma postura contra as corjas fascistas.

Decidi fazer esse texto, devido à pré-julgamentos ocorridos ultimamente em relação ao blog.
Acho interessante deixar bem claro que cada um tem a sua liberdade de escolha em querer envolver política no rolê, ou não. Ninguém desrespeita um trad, até mesmo porque seria contraditoriedade nossa (minha tb, já que sou skin) boicotá-los. Aliás, essa coisa toda de boicotar trads e todas as outras vertentes skins, é coisa de careca (e ainda tem uns "trads" que custam em defendê-los e não se incomodam com a presença deles em algum lugar que costumam frequentar). A questão que tanto colocamos ênfase e tanto queremos ver em relação as cenas undergrounds é a posição de COMBATER àqueles que deturpam toda a nossa cultura.
É realmente decepcionante uma pessoa decidir colocar um visual skin, pagar de bom bebedor e se dizer trad, não por real amor a sua cultura, mas por apenas se auto-afirmar e encontrar o método mais fácil e rápido pra isso. Por achar que ser tradicional, é não precisar ter uma postura perante carecas, e nazis (por íncrivel que pareça, tem "trads" que nem se lixam pra nazis), o que é um erro. Aliás, essas pessoas que se dizem trads, nem ao menos podem ser consideradas assim, pois, falam com todo o mundo e nem ligam se tem um careca no mesmo rolê que o deles, já que a moda agora, é ser skinhead. Trad de verdade, não é bem assim e vale citar esse ponto de vista e defendê-los, principalmente pros punks que começaram a abrir a cabeça agora em relação aos skins e ainda têm o pé atrás em relação à eles. Há muitos trads, trads de verdade, que sentem total repulsa por carecas e qualquer escória fascista e nazista. São pessoas que não envolvem sua política no rolê, mas nem por isso se corrompem tolerando qualquer tipo de sujeira envolvida. São aqueles que têm plena consciência que a cultura skin, é uma cultura das ruas, de jovens do subúrbio, pobres, trabalhadores. Sabem que fascismo, nazismo, são coisas incabíveis dentro de qualquer cultura underground, já que são ideologias extremamente conservadoras e burguesas. Já a esquerda, condiz muito mais com as características nossas, então não há porquê querer combatê-la. Mesmo que haja skins que tenham a opinião de achar a política uma merda em sua cultura, a política é algo que não dá pra combater, que existe em qualquer lugar, e não é necessariamente aquela política de se dizer anarquista, fascista ou comunista. É a política dos atos, a política de suas atitudes, é a sua postura muitas vezes. Não estamos mais em 69, e se há skinheads que querem mostrar o lado antifascista de maneira aberta e se querem se dizer anarquistas para todos ouvirem, isso não deixa de ser um fator muito positivo, em resposta aos fachos que sempre estão aí deturpando toda a nossa história, mudando todos os nossos valores. E não é por isso, que os skins anarquistas e comunistas convictos, vão boicotar os trads, aliás, quem nos conhece sabe que temos amizade com trad sem o menor problema e que não obrigamos ninguém a tomar uma posição e se auto-intitular anarquista ou algo do gênero. A única coisa que criticamos e que vamos continuar criticando e pisando no calo de muita gente por aí, é que NÃO TOLERAMOS CARECAS, NEM NAZISTAS. E vamos continuar NÃO TOLERANDO. Vamos continuar não aceitando e combatendo as pessoas que dão moral pra esse tipo de corja, pois estas pessoas, simplesmente estão pouco se ligando em preservar nossa cultura, só querem tomar a sua cerveja e deixar que os otários tomem posse de tudo e estraguem todo o suor feito.
Todos sabem que a união entre punks e skins no Brasil, já foi utopia. Graças aos skins que têm uma posição política e aos punks não sectários, essa união já foi concretizada, mesmo havendo muitas pessoas criticando. Graças à isso, deu pra unir o útil ao agradável e com pequenos passos, foi possível mostrar para muitos punks, que os trads não são pilantras que pagam pau pra careca. Então, aos pseudo-trads; por favor, a única posição que pedimos, é que vocês tenham a postura mais óbvia e que nem precisa ser dito, mas vale repetir: A de terem consciência que os carecas com calças camufladas e suspensório de pára-quedas, não são skinheads e nem merecem nossa moral. Vocês não precisam envolver a política de vocês nos rolês, mas evite queimar a nossa cena, dando moral pra "ex-nazi", nazi e carecas. Se vocês são pacifistas e só querem tomar a cerveja de vocês, preferindo falar com todo o mundo por medo de tomarem um prejuízo, então por favor, virem hippies, pois vocês já estão "carecas" (haha) de saber, que tretas sempre acontecem e não tem nenhum santinho nesse rolê. Então peço para parar de tentarem ser "bons samaritanos" e pacifistas. Se não querer tretar, não precisa, apenas tenham vergonha na cara de tomar uma posição contra as escórias que deturpam nosso rolê. Ser skinhead não é só colocar um visual e beber cerveja. É ter uma postura e não necessariamente política, mas contra àqueles que colaboram para queimar o nosso nome, uma postura de não ficar defendendo careca, já que se 5 carecas trombam um trad sozinho na rua, esse trad COM CERTEZA vai tomar um pau, pois, nem os próprios carecas gostam de trad. A não ser que o trad que está sozinho, tenha os seus contatos carecóides e seja baba ovo deles, para ganhar um pano. E de boa, quem vive em cima do muro, ganhando pano dos outros, é comédia.

Análise da Guerra Civil Espanhola




A Guerra Civil Espanhola foi um dos conflitos mais marcantes antes do século XX, tanto em aspectos militares quanto ideológicos. Apesar de a Espanha ter aproveitado o fato da Primeira Guerra Mundial para crescer economicamente, as condições sociais não eram as melhores, e com a crise de 29 aumentaram os protestos e greves por parte da classe trabalhadora. Protestos estes quase sempre organizados pela FAI-CNT, confederação anarquista, a qual tinha os ideais difundidos cada vez mais entre os operários.


Com freqüentes mudanças no poder, um fato importante de ser lembrado é a formulação da constituição de 1931, que trouxe mudanças drásticas, como por exemplo, Parlamento unicameral, regime parlamentarista, sufrágio universal, extensivo às mulheres e aos soldados, e autonomia regional para o País Basco e a Catalunha.


Com o passar do tempo há uma discórdia entre os movimentos populares, comunistas e anarquistas, já que os libertários aderiram a uma greve de voto, porém com o grande numero de presos por causa de protestos e atentados contra a Igreja, voltaram a dar apoio aos comunistas, a fim de conseguirem anistia. Em Fevereiro de 1936 a Frente Popular vence as eleições e em menos de um ano a direita concretiza um golpe militar.



Milhares de voluntários esquerdistas e comunistas que vieram de todas as partes (53 nacionalidades) para formar as Brigadas Internacionais (38 mil homens) para lutar pela defesa da República que já contava com a ajuda da União Soviética. O México apoiou a causa republicana de forma militar, diplomática e moral. Apesar de neutra, a França auxiliou a republica com pilotos no inicio da guerra.


Os nacionalistas, liderados por Franco, ocuparam as regiões onde obtiveram o maior número de votos e o mesmo fez à esquerda, e entre seus domínios estavam Madrid e Barcelona.


Os EUA vendiam aviões aos republicanos e combustíveis a Franco. E a maioria das embaixadas dava apoio humanitário, como asilo político.


O exercito nacionalista com a ajuda de aviões da Itália fascista e Alemanha nazista, permite a passagem de tropas vindas de Marrocos pelo sul da Espanha e começaram a utilizar a estratégia nazista blitzkrieg, que consistia em ataques devastadores e rápidos.


No principio houve resistência, mas os anarcossindicalistas se juntaram a membros da POUMD para formar um exercito organizado, que com o passar do tempo começou a haver conflitos ideológicos. Stalin temia que a revolução social desencadeada pelos anarquistas e trotskistas pusesse em perigo a defesa da República, então pediu para que houvesse uma reordenação na milícia. Enquanto o exercito nacionalista contava com aviões e blindados, a Frente Popular ia apenas com a estratégia de enfrentamento homem a homem. Com essas condições estava sendo muito difícil resistir aos ataques do exercito de Franco, ainda mais por que a esquerda trazia uma nova política totalmente revolucionária, onde não havia total estabilidade nesse período.



Enquanto os socialistas estavam mais envolvidos com a política, os anarquistas levaram para pratica a idéia de uma revolução social. Ainda que com a oposição dos republicanos e da União Soviética, em Aragão e na Catalunha os trabalhadores passaram a viver de acordo com a coletivização, a reforma agrária teve sucesso apesar de que Franco estava com as melhores regiões para produção.



Os últimos meses da guerra foram marcados por duras batalhas - Jarama, Belchite e Teruel - e massacres indiscriminados da população civil, especialmente em Guernica, no País Basco, arrasada pela aviação nazista em abril de 1937, com 1.600 mortos.


Em 1938 Franco já ocupa quase todo o território espanhol e fechou o cerco contra os republicanos que estavam na Catalunha. O golpe se concretizou quando invadiram Barcelona e Madrid se rendeu após sucessivos ataques aéreos. Esta que foi a última contra-ofensiva, com a derrota dos republicanos, ficou marcada a rendição dos esquerdistas, que se renderam no dia 1o de abril de 1939. Essa derrota foi seguida de uma cruel repressão do regime de Franco, que fuzilou cerca de 50.000 republicanos.


Alguns pesquisadores calculam mais de 400 mil espanhóis mortos e uma queda enorme na economia, como a morte de mais da metade do gado, a queima de vários campos e milhões de moradias destruídas. Um abalo financeiro e queda do PIB que demorou quase 30 anos para se normalizar.



A década de 30 na Espanha apresentou uma série de fatores fizeram com que o povo espanhol se erguesse e mostrasse resistência contra o fascismo que se espalhava na Europa. Povos de culturas diferentes que se submetiam ao governo espanhol, camponeses, operários, todos se uniram para ter uma vida livre de totalitarismo e hipocrisia que a Igreja e o governo tinham nesse período, onde se defendia primeiro as necessidades da Instituição e só depois o povo.


Ainda nesse clima de caos e instabilidade que se mostrava a Espanha, que homens como Durruti mostravam que é possível uma organização social baseada na autogestão e na igualdade, e que esses ideais resistiram até hoje porque são muito mais fortes do que o egoísmo e o desejo de poder que é levado pela sociedade.




domingo, 19 de julho de 2009

Melhor Lembrança? CONTINUAR LUTANDO!!!


Infelizmente a sociedade finge abrir os olhos pro "rolê", quando alguém que luta por seus ideais morre!
Finge, claro, pois é só acontecer alguma coisinha,pra voltarem a taxarnos Gangues, arruaceiros, preconceituosos, bla bla bla e bla bla bla e ainda um pouco mais!
Mas deixando a Hipocrisia de lado, venho através deste espaço prestar minha singela homenagem a um de nós!

Carlo Giuliani!

Sem dúvida todos já ouviram falar nele!
Militante Anarquista morto durante um protesto pela polícia, em Gênova, durante a reunião do G8, grupo dos países mais filhas da puta do mundo, que acontecera durante os dias 19, 20 e 21 de julho de 2001!

Fazem 8 anos,mas ele não foi o único!
Será que alguns de nós teremos de perder a vida também para que alguns percebam que o mundo é uma farsa?
Ou perder a vida para que vejam que não basta ficar no sofá,no quentinho da sua casa para "mudar o mundo"?
Resposta: O COMODISMO NÃO É A SOLUÇÃO!


A Melhor Lembrança?
CONTINUAR LUTANDO!

20 de julho de 2001 em Memória,e Luta!


* Grupos como o Conflict e Muertos de Cristo fizeram suas respectivas homenagem, basta aos interessados procurar no YouTube!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Festival Antifascista


Final de semana passado, rolou o Festival Antifa aqui em SP. Acho válido falar sobre ele, afinal, vimos punks e skins todos juntos, uma união interessante e emocionante de se ver. Creio eu, que todos nós, punks e skins, nos emocionamos de ver aquela união de maneira concreta, onde todos estavam em um mesmo ambiente e sem nenhuma treta, apenas confraternizando. Quero deixar meus parabéns para o pessoal da organização do som e dizer que todos nós esperamos que haja mais eventos do tipo. Vale enfatizar que no final, a emoção bateu no peito de todo mundo, quando Juventude Maldita encerrou com a música Grandola Vila Morena, onde todos os amigos se abraçaram, se emocionaram e começaram a cantar juntos. Isso realmente não tem preço. Nesse momento, foi possível ver que mesmo que haja pilantras do lado de lá, crescendo a cada dia, do lado de cá a nossa força aumenta, nossa resistência cria laços e a união nos dá muita motivação pra continuar.
O resto, bom, podem falar o que quiser de nós. Pré-julgamentos, opiniões falhas e influenciadas pela mídia, não nos afetam. Diferente de alguns sons onde os skins colam, que as pessoas já falam que são carecas, ali todo mundo tinha consciência de quem éramos nós realmente. E os punks que correm com os skins, merecem ser citados sempre, como exemplo a ser seguido por alguns sectários. Se todos os antifa forem unidos, o fascismo e a pilantragem em geral, se enfraquecerá.

Parabéns novamente à todos os organizadores do som e também às bandas que tocaram!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Aprendendo a fazer zines

Todos podem fazer um zine, característica única e que abre as portas pra todos àqueles que gostam de escrever e divulgar idéias. Um zine pode ser repleto de informações do mundo underground, textos subversivos, dicas de músicas, divulgação de bandas, divulgação de gigs, cinema e tudo aquilo que lhe agrada. Temos os famosos "zines virtuais" e não podemos deixar de reconhecer, que esse blog mesmo é um tipo de zine virtual. Mas, nada se compara do que ter o contato manual, de trabalhar com o recorte, fazer colagens, rechear o zine e distribuí-lo, afinal, a internet é um meio de levar para todos os cantos qualquer zine que seja, mas, há aqueles que não tem internet e diga-se de passagem, a sensação de lidar com correspondências e trocas de zines por carta, é muito mais interessante e concreta, do que se restringir apenas via net.
Fazê-lo pela internet e depois imprimí-lo, também vale. Na realidade, o que não deve ser esquecido das características dos zines, é a aproximação que o leitor pode ter com o autor, ou daquele que distribui. E cá pra nós, o tipo de contato via msn, nem se compara com cartas.
Baixá-lo simplesmente, não é tão legal quanto você ter contato com alguém e fazer uma troca via correspondência. Os zines não devem ser deixados de lado, ou trocados por zines/blogs virtuais. O importante é que seja possível ter essas todas essas opções simultaneamente, e incentivar cada vez mais que os jovens se interessem a elaborar zines. O necessário é gostar de ler, pesquisar, escrever, ter criatividade pra montá-lo e "soltar a boca no trombone".
Mandar pro seu amigo lá do sul ou norte, por carta, é uma sensação maravilhosa e quem nunca experimentou, não sabe o que está perdendo.
Basta ter força de vontade e não deixar os planos de um zine, pro lado. Além do que, os zines são ótimos para reunir os amigos e todos elaborarem pensamentos legais para incluir no mesmo.
Então, pegue folha sulfite, tesoura, caneta, chame os amigos, compre umas cervejas e uns rangos legais (caso você não beba, pode ser suco mesmo haha) e mão na massa!
Segue o vídeo do Trama que dá umas dicas legais de como se montar um zine.



DO IT YOURSELF!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Abel Meeropol e Billie Holiday, emoção e coragem latentes.

Há um tempo atrás tive uma aula extremamente especial, que não posso deixar de contá-la. Falamos sobre o poema de um professor de história e judeu, Abel Meeropol, que às escondidas, dava aulas de história para negros, durante a noite. Abel, comprou um galpão, e, lá, repassava seu conhecimento e mostrava como era uma pessoa evoluída em pleno 1925. Eis que um dia, ao trancar o galpão, se depara com um monte de brancos correndo, desesperados... ele se questiona, não entende e decide perguntar para um desses brancos o que está acontecendo, e o branco fala que há algo ocorrendo na praça do sul dos EUA.
Abel, vai até lá e se depara com dois negros enforcados, machucados e pendurados em uma árvore. Obviamente, aquilo o deixa chocado, uma cena perturbadora, mórbida. E ele pergunta: "O que houve?", e respondem: "Aqui a justiça é feita com nossas próprias mãos! Esses homens, estupraram uma garota!" e Abel pergunta: "Mas e a lei?" e respondem: "Nós fazemos a lei!"
Ele estava se deparando com uma situação relacionada diretamente a Ku Klux Klan. Aquilo o preocupou e ao mesmo tempo o deixou chocado. Como agora, ele poderia dar suas aulas aos negros? Seria condenado, até mesmo, morto... Abel, indignado com aquela situação, fez um poema, e, vale enfatizar que este poema, é um dos mais tristes e fortes de se ler. O nome? Strange Fruit. Como Abel não poderia se expor, usou um pseudônimo chamado "Lewis Allan".

Segue o poema:

Southern trees bear a strange fruit,
Ávores do sul produzem uma fruta estranha,
Blood on the leaves and blood at the root,
Sangue nas folhas e sangue nas raízes,
Black body swinging in the Southern breeze,
Corpos negros nadando na brisa do sul,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Fruta estranha penduradas nos álamos.

Pastoral scene of the gallant South,
Pastoril cena do valente sul,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Os olhos inchados e a boca torcida,
Scent of magnolia sweet and fresh,
Perfume de magnólias, doce e fresca,
And the sudden smell of burning flesh!
Depois o repentino cheiro de carne queimada.

Here is a fruit for the crows to pluck,
Aqui está a fruta para os corvos arrancarem,
For the rain to gather, for the wind to suck,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
For the sun to rot, for a tree to drop,
Para o sol apodrecer, para as árvores deixarem cair,
Here is a strange and bitter crop.
Aqui está a estranha e amarga colheita.


As frutas estranhas, uma metáfora onde nota-se perfeitamente à quem ele se refere... o cheiro, a mistura do perfume das magnólias, com o cheiro da carne queimada, é possível até mesmo sentir, junto com a dor que foi causada. Os membros da KKK depois de espancar, enforcar, ainda queimavam os corpos... a insanidade, a crueldade, a anomalia daqueles homens, transparecem no poema de Abel.
Tempos depois, o caso dos homens assassinados foi reaberto e descobriram que na realidade, não foram eles que estupraram a garota, mas sim, um próprio membro da KKK.
O racismo explícito, angustiador, daqueles homens macabros da KKK, que se vestiam daquela maneira, pois, sabiam que os negros do sul dos EUA, acreditavam em alma, e diziam, que se os negros acreditavam em almas, os membros da KKK seriam as almas que os caçariam pelas noites. Agora me pergunto, como alguém, nesse mundo, pode ainda vangloriar algo tão estúpido, tão sujo, tão imundo? Como alguém ainda pode ter tanto preconceito no peito e se orgulhar disso? Onde está o nível de superioridade que esses nazistas estúpidos dizem ter? Enfim, Billie Holiday, MULHER, NEGRA, guerreira, usou sua magnifíca voz, para tornar esse poema uma canção. Em tempos onde negros tinham restrições, em tempos onde não era qualquer bar em que negros poderiam frequentar. E ela teve coragem, e cantou, cantou com fervor, cantou com uma emoção inexplicável, imensurável, cantou como uma mulher que luta, batalha, contra as escórias nazistas. E cantou em todos os bares que pudesse cantar! Billie Holiday, perdeu seu pai, que morreu assassinado pelos "homens" da KKK. Billie Holiday, não teve medo de cantar, de brigar, através da música, com esses "homens".
Enquanto há aqueles que vangloriam mulher melancia, ou celebridades de 15 minutos, Billie Holiday foi a primeira cantora a expor de maneira latente, as injustiças da KKK.
Deixo por último, um vídeo magnífico dessa mulher guerreira, que deveria servir de inspiração para todas as mulheres fúteis e para todos os homens machistas! Junto com o vídeo, deixo minha tristeza, meus arrepios, minha dor e meu luto, por toda a repressão e injustiça que os negros sofreram, principalmente no sul dos EUA.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Artigo 19



Olá a todos os companheiros antifascistas, no meu primeiro post já trago um pouco da cena punk portuguesa com a banda Artigo 19, da cidade de Porto. Aqui segue uma pequena entrevista e os discos da banda para que todos possam conhecer melhor.


Entrevista com Mauro da Banda Artigo 19

Olá Mauro, a Banda foi criada em 2007, certo? Pode nos dizer um pouco de como surgiu e como era a banda a princípio?

O surgimento da banda foi espontaneo, eu e o Pedro começamos a fazer musicas em casa com duas acusticas, basicamente foi uma maneira de “deitar cá pra fora” toda a revolta que sentiamos sobre varios aspectos da sociedade.Fizemos um myspace mas nunca pensamos que passa-se disso,ate que começamos a ter uma boa ´´resposta´´ de muita gente e decidimos ir pa frente com o projecto.


E atualmente quem são os integrantes da banda?

Actualmente somos 4, eu e o Pedro somos os guitarristas e vocais, depois temos o Afonso na bateria e o Dred no baixo.


Já lançaram três discos, houve muita mudança entre eles e vocês têm um novo projeto?

Sim houve. O 1º cd foi gravado em casa eram 17 musicas, foi tudo muito DIY. O 2 já fomos para estudio porque queriamos fazer um cd com mais qualidade e a mensagem foi mais agressiva doque no 1º. O 3º cd foi a mudança total porque foi quando deixamos o acustico e passamos á distorçao. De momento já tamos a trabalhar no 4º cd que em principio estara pronto nos finais de julho.


Vocês ficaram muito conhecidos justamente por fazer musica de protesto apenas nas guitarras acústicas, agora que estão tocando com distorção pensam em fazer concertos acústicos novamente ou apenas seguir com um som mais agressivo em guitarras elétricas?

Sim claro, a parte acustica nunca sera deixada totalmente para trás, se nos pedirem para dar um concerto em acustico não recusaremos se for por uma ocasiao especial, ate porque esses concertos em acústicos são sempre “mais íntimos” em relação a banda/publico.


Quais são suas influencias e bandas que admira?

As influencias são muitas porque alem de termos como é obvio a vertente punk como base da banda tambem ouvimos outros tipos de musica. Eu sempre ouvi muito Punk e Oi!, o pedro alem do Punk houve muito Metal, o Dred sempre foi mais virado para o HxC e o Afonso tambem,por isso é uma mistura entre todo isso. Sobre bandas admiramos todas aquelas que façam musica de intervençao sejam elas punk,ska,rock,rap,etc, desde que a mensagem seja de valorizar.


A banda já fez concertos fora de Portugal? E existe algum lugar que vocês querem tocar em especial?

Sim já, alem de Portugal também já tocamos em Espanha e fomos muito bem recebidos e queremos la voltar brevemente. Por nós, tocamos seja onde for, em que país for desde que haja possibildade pra isso, mas decididamente no Brasil seria uma grande honra tocar porque alem de reconhecermos grandes bandas de punk que por la existem, o facto de partilharmos a mesma lingua é um factor fundamental tambem.


O Artigo 19 apóia e luta por alguns ideais, pode-nos dizer um pouco sobre isso?

Essa é das tais perguntas que já muitos problemas nos causaram porque aqui em Portugal quem diz a verdade tem que o dizer baixinho porque senao corre o risco de ser difamado, e depois ainda nos vem falar de liberdade de expressao lol. Por isso agora quando nos perguntam o que defendemos e pelo que lutamos é simples: somos contra tudo o que oprimie o povo, somos contra o racismo, defendemos a liberdade e a igualdade, e especialmente defendemos que sem a fraternidade entre as pessoas não vamos a nenhum lado e todo o mundo ira continuar a destruir-se á custa de egoismo, obsessao pelo poder, pelo dinheiro. Basicamente e terminando somos “pessoas do bem”… é pena não sermos todos assim!


E para Finalizar, que mensagem você deixa a toda juventude antifascista?

A mensagem que queremos passar é simples: quando se fala em ser antifascista e a lutar por esse ideal deixem de parte as brigas que se criam pelo facto de por exemplo eu ser no norte e tu do sul. Não importa se és punk, rapper, se és do ska ou do Hxc, se és rasta, se és metaleiro, se és musico ou professor, apenas se unam pela principal razao: o antifascismo.


Obrigado por esta rápida entrevista, e que a banda continue sempre a lutar!

Obrigado nós e continuem com a mesma força e vontade de mostrar ao mundo e principalmente ao Brasil (porque antes de pensarmos globalmente devemos pensar localmente) que a nossa luta esta longe de ter acabado. Abraço a todo o pessoal especialmente ao Dracon que nos deu a oportunidade da entrevista e da amizade que se tem vindo a fazer.


Dracon


Download dos discos:

Artigo 19-demo


Artigo 19- Força de Intervenção

http://rapidshare.com/files/250143360/artigo_19_for_a_de_interven__o.rar.html


Artigo 19-Anarco Distorção


http://rapidshare.com/files/250127552/Artigo_19-_Anarco_Distor__o.rar.html